A Ciência da Ascensão Espiritual

Ascensiologia é a Alta Ciência da Iluminação dos Mestres de Sabedoria, os Chohans. A Projeciologia entra aqui apenas como um treinamento preliminar. E como sugere a doutrina indiana dos Vimanas, a Ufologia é uma capa externa ou uma versão exotérica do tema.

Ascensão é a passagem da esfera solar da Hierarquia, para a esfera cósmica de Shambala, pelo portal da Sexta Iniciação, relacionada aos Sete Sendeiros de Evolução Superior dos teósofos.

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sexta-feira, 17 de abril de 2015

A CIÊNCIA DA CURA SEGUNDO OS GRANDES MESTRES


Toda a espiritualidade é um grande processo de cura! O Buda se dizia um médico de almas.
A cura é um dom natural da espiritualidade. E nisto vem a ser uma conquista quase obrigatória, pela simples razão de que a cura representa o apoderamento ou o controle sobre os nossos veículos. 
E é também naturalmente um serviço que se presta para toda a humanidade.
Havia inclusive uma antiga lenda popular sobre Jesus ter padecido de todas as doenças para que aprendesse a curá-las. Tal coisa poderia ser dita de todos os grandes mestres e curadores, comportando seguramente grandes verdades.
É pois um esforço de autoreeducação e de recondicionamento de todos os nossos corpos, e é até mesmo um esforço de autoconstrução de nós mesmos, daí a pertinência da linguagem maçônica e do construtivismo científico que, não obstante, ainda engatinha ele mesmo.



Hoje existe grande interesse pela cura espiritual, e diversas escolas têm aparecido através do mundo, inspirados nas mais diversas tradições ou resgatando sabres ancestrais.
Sabemos porém que ainda falta muito para nos tornarmos grandes curadores de luz, e isto é uma coisa realmente importante para a mudança dos paradigmas. Devemos ser capazes de inclusive avançar para as sínteses e abarcar a Ciência em nossos esforços.
A humanidade avança hoje para a formação de uma nova raça-raiz, recebendo agora a possibilidade de um despertar pleno ao chakra do coração, através do qual se torna possíveis acessar os mais profundos recursos da cura espiritual, mesmo porque ali se estabelece a verdadeira iluminação!
Ademais, ou por isto mesmo, o planeta e a humanidade estão entrando numa fase de grandes provações, onde muitos terão a oportunidade de fazer desta crise uma nova oportunidade de evolução e de libertação.


Mercurio e Esculápio
Para tudo isto, é muito importante o aprendizado das técnicas completas e mais profundas da cura espiritual e, é claro, dos próprios recursos da espiritualidade em geral. Pois cura e espiritualidade e, em suma uma só e única coisa, donde Esculápio e Mercúrio dividirem o caduceu. A auto-cura, em especial, está diretamente associada à iniciação.
Porém, se Mercúrio ainda pode ser uma deidade algo “dúbia” como deus-do-comércio e mensageiro-dos-deuses, Asclépio primaria melhor pela singularidade da função lunar (a corrente Ida de kundalini) da canalização das energias, a busca da graça e da santidade. Qualquer estudante reikeano sabe que deve ser um transmissor de bênçãos, um sacerdote das forças superiores. O bastão de Esculápio também se relaciona à Astrologia, simbolizando o conhecimento.

As Técnicas Tradicionais

A Cura Espiritual representa um campo de grande Antiguidade e conta com muitos recursos em todas as partes do mundo, sendo organizada desde as sociedades xamânicas mais primitivas.
As técnicas com que a Loja Branca trabalha são uma grande síntese dos melhores saberes. As revelações dos sistemas de cura espiritual que o mundo tem recebido são apenas uma parte destes augustos conhecimentos.

Quando somos convidados a participar das seções de cura com os Mestres, observamos o emprego de recursos simples mas de grande potência e eficácia. Destacam-se entre eles o uso de mantras para intensificar a cura e também se trabalha com cores, havendo algumas para efeitos mais gerais e outras para curas específicas. A tradicional medicina indiana do Ayurveda, inclui os mantras especialmente na esfera da cura da mente.
Da mesma forma, eles trabalham geralmente através da mesa-de-cura, envolvendo um experiente grupo de curadores em torno do paciente, cujo número pode variar segundo as necessidades que os trabalhos demandam.


Aliás, quando observamos uma mesa cirúrgica convencional, vemos que o médico costuma estar cercado de assistentes. Na cura espiritual não é muito diferente, os curadores se posicionam em diferentes partes em torno do paciente e se encarregam de tarefas específicas, salvo nos momentos em que deve se unir para trabalhar as energias em conjunto.
Ora, até podemos aceitar que Jesus –um Cristo, um Avatar- tivesse todo aquele poder curador.* Porém, se mesmo os mestres mais exaltados atuam junto desta forma (tal como age sempre aliás Grande Fraternidade Branca) para curar um único ser humano, por que razão os curadores comuns julgam que trabalhar de forma mais ou menos isolada possa fazer maior efeito na cura e na sua própria iniciação?
Cabe pois avançar mais no conhecimento e na técnica. E muitos destes ensinamentos se acham sugeridos nos símbolos e nos mitos tradicionais das diversas religiões tradicionais. Nisto merece destaque as “fórmulas” quânticas para a invocação e a transmissão das energias, como são os famosos “símbolos” do Reike parcialmente revelados por Mikao Usui. Estes símbolos também envolvem diversos elementos, que são simplificados para facilitar a prática, possuindo entre os conteúdos mais importantes chaves geométricas para a conexão e a ativação das energias cósmicas.

Todos estes Altos Saberes estão hoje acessíveis ao praticante sincero, como uma dádiva das Hierarquias Espirituais para o progresso espiritual da humanidade e o bem do planeta, sinalizando a chegada dos tempos de revelação e a reabertura das verdadeiras Escolas Iniciáticas.
Estas informações são desenvolvidas na obra “A Cura Crística - os segredos das curas de Jesus”, do prof. Luís A. W. Salvi, esoterista e autor de mais de 150 obras sobre a transição planetária, a maioria presentes no site www.agartha.com.br


A obra “A Cura Crística...” reúne uma ampla experiência no campo cura espiritual, destacando-se também a visão da unidade entre cura e iniciação, assim como a ênfase nos processos de auto-cura (importante para efeitos esotéricos), além de um repertório de informações sobre diferentes sistemas de curas espirituais, e a revelação da grande síntese das Três Hipóstases Espirituais (Som-Luz-Amor) pelas quais são operados os trabalhos esotéricos tradicionais dentro da Loja dos Mestres.

* Na verdade existe uma controvérsia cronológica aqui, que nem os esotéricos e os estudiosos de religiões comparadas se deram conta. O surgimento de um curador divino costuma acontecer depois que ele atravessa a cruz espiritual (ou a quarta iniciação) sob o “retorno de Saturno” (em torno de 30 anos de idade), como se observa em outras biografias divinas (Osíris, Quetzalcóat, Buda, etc.), quando o iniciado realiza o “mestrado” em auto-cura para não morrer. Note que esta foi a idade em que Jesus começou a sua vida pública. O que lhe ocorreu então aos 33 anos de idade? Talvez uma simples dramatização exotérica para ensinar as pessoas sobre estes processos ocultos.


Leia também
O Reike mântrico grupal e Merkabah
A Cura Crística

Princípios gerais de Cura Espiritual

Assista o vídeo
A Cura Espiritual – as Chaves Sagradas da Tradição Perene


Luís A. W. Salvi é autor polígrafo com cerca de 150 obras, e na última década vem se dedicando especialmente à organização da "Sociologia do Novo Mundo" voltada para a construção sócio-cultural das Américas.

Contatos: webersalvi@yahoo.com.br 
Fones (51) 9861-5178 e (62) 9776-8957
Editorial Agartha: www.agartha.com.br

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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

O Novo Regulamento

por Luís A. W. Salvi

Os grupos de guerreiros toltecas atravessaram gerações orientados pelo Regulamento da Águia, com oito membros regulares centralizados pela energia dos casais de naguais-de-quatro-pontas (ou com “aura quádruple”).
Contudo, com a chegada do final do ciclo anunciado pelos Antigos as mudanças aconteceram. Como um nagual-de-transição e especialmente como um nagual-de-tres-pontas, Carlos Castaneda estava sujeito a um outro Regulamento para os trabalhos ascensionais, o qual não chegou a ser abertamente revelado em sua obra.
Agora diremos o que aconteceu de fato. Mas para isto devemos remontar inicialmente às origens das culturas locais, porque o Novo Regulamento possui uma misteriosa relação adicional com as sociedades dos maias.

1. A Terra dos Grandes Encontros

A América Central e o Anahuac mexicano eram conhecidos antigamente como “A Terra dos Grandes Encontros”. Nela se encontravam nações e culturas vindas de outras partes do Continente e até mesmo desde muito longe de outros Continentes.

Duas grandes etnias em especial compartilharam ali uma cultura comum: a maia vinda do Grande Sul (Andes sobretudo) e a nahua vinda do Grande Norte (estepes estadunidenses).
Estas nações seguiam um curso relativamente natural ou “primitivo” ainda, quando aportou no Golfo do México a grande expedição chinesa no século VI a.C., fugindo das transformações materialistas pelas quais passava a China. Buscavam um lugar seguro para depositar os seus Altos Saberes tradicionais, e através de contatos prévios tinham conhecimento de que aqueles povos naturais eram admiradores da Alta Cultura, a qual havia começado já nos Andes e no Peru fazia milênios atrás e com a qual eles tinham contatos eventuais através do Pacífico.

Foi assim que surgiu pois a Civilização superior do Anahuac, através da síntese produzida pela Olmeca em especial, chamado de "o Povo das Nuvens", ou seja, aqueles que alcançaram a necessária Visão. Estudiosos modernos assinalam a identidade cultural (estética e mitológica) da Olmeca e da China da época. Mesmo certos calendários sofisticados que se passou a adotar desde então no México, constatou-se advir da esfera da cultura chinesa. Uma vez semeado desta forma a Olmeca, os galeões chineses retornaram às suas terras com o pretexto de estarem realizando meramente viagens de negócios.
arte olmeca
Já naqueles primeiros momentos, a nação maia compartilhou destas novas informações, as quais guardou e tratou de desenvolver, enquanto que com o passar dos séculos muitas coisas se perdiam e transformavam no turbulento universo nahua.

As duas etnias traziam consigo a marca de suas origens. Os nahuas estavam especialmente marcados pelo xamanismo e pelo espírito atlante, assim como a força dos mitos ancestrais. Já os maias possuíam maior propensão à civilização e ao ecumenismo, assim como à energia da renovação e da profecia.

Com o passar dos séculos a grande cultura do Anahuc atravessou as suas etapas, e nada se comparou ao divisor-de-águas da Conquista. Ali a Nahua caiu sob a impopularidade da Asteca, porém a Maia resistiu como resiste até os nossos dias, tendo sofrido por isto uma especial perseguição à memória da sua cultura e civilização, contudo muita coisa se alcançou preservar através da memória oral.

2. O Nagual da Transição

Quando Don Juan conheceu aquele curioso jovem chamado Carlos Castañeda vindo da América do Sul, ele não suspeitava a enormidade das consequências daquele contato.
Carlos foi adotado pelo velho brujo como um pupilo, vindo logo a se aperceber do poder da narrativa de Castañeda. A popularidade dos relatos do antropólogo deram aos naguais a certeza de que o Conhecimento Silencioso longamente armazenado por gerações de guerreiros seria divulgado como jamais, e isto era quase tudo o que se poderia desejar então. O palco estava armado para uma transformação –um fim ou um recomeçou, ou ambas as coisas, prometia acontecer.

Contudo, a aparente inépcia de Castañeda e suas guerreiras para realizar certas tarefas tocou o alarme dos velhos mexicanos. Descobriu-se que o antropólogo tinha uma configuração energética distinta daquela que se supunha. E um astuto nagual chamado Silvio Manuel alcançou resgatar certa antiga informação sobre um Regulamento distinto que se aplicava a esse nagual diferente –um nagual-de-tres-pontas- que era Castañeda.

Caso os xamãs ainda estivessem de posse dos saberes nahuas originais, ele poderiam acessar os seus calendários para saber que certas transformações eram esperadas. Contudo, os nahuas havia muito tinham perdido as conexões com o Tempo Maior (mantendo esta informação restrita a pequenos círculos) e depois da Conquista a desagregação da sua cultura foi ainda mais profunda e traumática, restando poucos elementos culturais e muita necessidade de adaptação. Seguramente o Regulamento também estaria inscrito e datado através do Receptáculo da Águia, antanho existente no alto do Teocalli, o templo azteca.

Cuahuxicalli ou “Receptáculo da Águia”, a “Pedra dos Sóis” asteca

Neste cenário de perplexidade se deu a separação dos grupos e a despedida da mulher-nagual. Os velhos guerreiros haviam partido para o seio do Grande Mistério. Castañeda descreve no final de “A Dádiva da Águia” a visão que lhe apareceu então:
“Vi don Juan tomando a dianteira. E depois só houve uma fila de maravilhosas luzes no céu. Algo como um vento parecia fazer que a fila se contraísse e oscilasse. Num extremo da linha de luzes, onde se achava don Juan, havia um imenso brilho. Pensei na serpente emplumada da lenda tolteca. E depois as luces se desvaneceram.”
A partir dali Castañeda foi cada vez mais deixado à sua própria sorte, o que significa dizer também sujeito à influência de suas colegas. Criou-se então a polêmica Escola da Tensegridade onde misteriosos exercícios físicos (jamais mencionados antes com este ou com algum outro nome) ocupava o centro das atenções. Veio à tona as obras das guerreiras e de outros que supostamente orbitavam os ambientes de Carlos e até de seu mestre Don Juan.
Segundo alguns, este momento resultou numa descontextualização dos ensinamentos mexicanos, de resto comum numa situação de transição. Como alcançar a recontextualização? Castaneda foi parte de uma ponte para o futuro, cabe aos guerreiros que virão depois completar esta ponte.

Apesar da idiossincrasia de Castañeda voltada para as chamadas "energias inorgânicas" (elementais ou espirituais), ele era um homem ocidental moderno e porta-voz de ideias da sua cultura. Tinha preocupações sociais e carregava um desígnio especial que determinou o final da linhagem dos naguais. Nas práticas da Tensegridade descobriu a força dos trabalhos grupais, coisa que deve ser bem-conhecida na China através da egrégora das escolas de artes marciais.

Tal como Castañeda, havia outros membros de seu grupo vindos da América do Sul. Tudo isto favoreceu certa energia transformadora latente na cultura pré-colombiana, sepultada quiçá na memória viva dos nahuais. Para compreender melhor tudo isto, porém, devemos retornar à nossa narrativa anterior.

3. Os Dois Templos da Serpente-de-Plumas

Quando Castañeda alcançou a etapa central da sua produção literária, pode dar a conhecer os mistérios do Regulamento do Nagual. Sem entrar em outros detalhes aqui, cabe mencionar a associação simbólica realizada pelos brujos entre a estrutura deste Regulamento com a organização da colunata do templo dos Guerreiros da cidadela de Tula, Hidalgo, capital do reino dos toltecas, palavra que significa “artesãos”.
No alto deste templo existem oito colunas, onde a tradição nagual associa as quatro frontais humanizada às quatro guerreiras e às quatro posteriores quadrangulares e com inscrições aos quatro guerreiros (ver em “O Presente da Águia”, Carlos Castañeda, Ed. Record). Este templo seria um marco da cultura nahua porque ali pela primeira vez se usou o conceito de colunas, e claramente para sinalizar a posição dos iniciados como elos entre o céu e a terra. 
Uma referência icônica semelhante pode ser encontrada na descrição de Dwarika, a cidade de Krishna também chamada “a Cidade das Oito Portas”, como símbolo da dispensação espiritual árya.

Ora, este templo e toda a cidade de Tula estava consagrada ao grande rei Quetzalcóatl, da nobre linhagem de restauradores da cultura superior do Anahuac. A certa altura ocorreu porém mais uma trágica invasão bárbara na região, levando o rei a fugir com seu séquito pelo Golfo adentro.

Este rumo foi escolhido porque os toltecas tinham alianças no “outro lado” do Golfo em plenas terras maias, mais exatamente na bela cidade de Chichén Itza. Lá chegando o rei foi recebido com todas as honrarias imagináveis, a tal ponto que a própria cidade foi a ele entregue para co-governar. E ali, os toltecas tiveram uma grande oportunidade para atualizar os seus conhecimentos, graças à cultura maia mais preservada e evoluída.

Então se tratou de erigir um novo templo. Este contexto se relaciona à famosa profecia do retorno de Quetzalcoatl, que os astecas viram anunciada na forma de um cometa e depois na figura de Cortez (logo se arrependendo porém disto). Tal fato evoca o rito do Segundo Templo da Maçonaria (termo que possui significado semelhante a Tolteca) em torno da reconstrução do Templo de Jerusalém, simbolizando a ressurreição de Jesus e especialmente a segunda vinda do Cristo.
E isto foi já feito no chamado estilo maia-tolteca, com dimensões significativamente maiores e dois segmentos. Também por esta razão, neste templo, a colunata foi ampliada, e se observa ali a adoção de um duplo-padrão numérico, de tal forma que no recinto do fundo se preserva a estrutura das oito colunas toltecas, mas na área da frente encontramos um padrão novo de doze colunas... 
Certamente o altar chac mool e as duas grandes serpentes que ainda há diante da escadaria, seriam o nagual e a mulher-nagual.
Não houve portanto naquele momento uma simples substituição, se entendeu que ainda não seria a hora para isso, e não por uma simples questão de “diplomacia” política entre as partes mas por se entender haver uma situação de transição. O duplo-recinto significa que os dois modelos poderiam ainda conviver, assim como conviviam a cultura maia e a nahua que estavam agora reunidas em definitivo, para representar a Força Profética do Sul e o Poder Mítico do Norte. Após o 2012 porém, diziam os maias, as coisas já seriam diferentes. Afinal os maias seguiam dominando o calendário de conta larga que cedo se perdeu no Anahuac mexicano. Suas profecias anunciavam para o 21 de dezembro de 2012 a chegada de um “grande senhor”, como foi revelado neste ano pelos arqueólogos através da profecia talhada em pedra.

É este padrão de doze colunas que representa, pois, o Novo Regulamento ou o regulamento do nagual-de-tres-pontas. Já fazia tempos que este Regulamento vinha sendo usado pelos naguais maias, favorecendo excepcionalmente os propósitos e as aspirações dos Novos Videntes, longe dos atavismos do universo nahua sujeito ao velho xamanismo sempre restaurado pelas invasões bárbaras do Norte.

Naturalmente a “unidade” deste Regulamento é o valor 3 e os grupos geracionais possuem 12 membros, com seis homens e seis mulheres -maiores detalhes são dados em nossa obra “O Espelho de Obsidiana” (ver bibliografia ao final).

O valor doze está muito presente nas profecias (ver Apocalipse de São João), porém a descrição da cidade profética demonstra uma “nave de ascensão” completa com os dois grupos geracionais totalizando 24 elementos, um grupo interno chamado de “alicerces” simbolizado pelos doze apóstolos (é o grupo hierárquico antigo que realmente parte ou ascensiona) e outro grupo externo chamado de “portas” simbolizado pelas doze tribos (é o grupo humano novo que permanece ou retorna à Terra após receber a sua iniciação). No centro de tudo está o Cristo representando o nagual principal.
A América do Sul representa o palco para a manifestação plena destas novas energias, tal como anunciam as profecias teosóficas sobre o palco da Sexta Raça-raiz, que os nahuas chamaram por sua vez de “o Sexto Sol”, previsto para começar no ano de 2012.
A chegada do antropólogo sul-americano ao contexto mágico do México, reforçada depois por outros membros de origem semelhante, ativou estas energias latentes, produzindo o encerramento da linhagem tolteca ainda presa a atavismos. É como se o futuro estivesse reivindicando a sua parte, cobrando um esforço e uma renúncia, como um ato-de-fé para que o novo pudesse enfim emergir de fato.
Hoje podemos ver traços do Novo Regulamento –que poderíamos chamar de “Regulamento do Condor”- em muitos ensinamentos espirituais, alguns deles trazendo até mesmo informações complementares muito avançadas, tal como sucede na área da Ascensiologia.


Bibliografia:
CASTAÑEDA, Carlos
            “O Presente da Águia”, Ed. Record
SALVI, Luís A. W.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

A Ascensão do Condor

Regressado de mais uma viagem aos Andes, trazemos novas e interessantes informações sobre a maior ave do mundo, o Condor (do quéchua kuntur), cuja envergadura de asas pode chegar a três metros (o Condor andino é um pouco maior, mais claro e mais preservado que o californiano, abaixo).
Inicialmente, cabe desmistificar certa imagem predadora do grande pássaro. Ele não “rapta” pequenos carneiros e muito menos crianças, pois não tem instrumentos para a predação habitual. A exemplo de outros abutres (dos quais é o maior, embora atualmente esteja sendo classificado como outra família), o Condor é saprófago ou detritívoro, pois quase apenas pode se alimentar das vísceras de animais mortos.
Também é interessante que o Condor tampouco pode descer até as planícies, sob pena de não conseguir levantar vôo mais. Mais do que qualquer outra ave, o Condor necessita do impulso da queda para adquirir velocidade e então voar. Uma vez no alto, ele se vale das correntes de ventos para seguir apenas planando por centenas e centenas de quilômetros, subindo e descendo em círculos sobre as cordilheiras, enquanto contempla a terra...
Os pássaros que convivem com as altas cordilheiras naturalmente se tornam os que voam mais alto, e algumas destas espécies podem se chocar eventualmente com aviões de carreira (cujo “vôo de cruzeiro” é de onze mil metros de altura). Por tudo isto, não é coisa fácil capturar boas imagens dos condores em vôo.
Outro traço bonito dos Condores é que eles são monógamos, e quando idosos, quando o parceiro morre eles também definham e perecem, por inanição porém, e não se jogam das alturas como contam algumas lendas... Claro que os riscos que correm os Condores são grandes, especialmente os norte-americanos, por caça envenenada (chumbo de caça), fios elétricos, caçadores e destruição ambiental.
Na verdade algumas coisas podem ser associadas simbolicamente, como o alimento casual e o destino das alturas. Tudo isto é ilustrativo da figura do Condor na Hierarquia dos Pássaros, simbolizando a Sexta Iniciação ou Ascensão. O Mestre Ascenso nunca chega a descer fisicamente à Terra, isto é, não adota atitudes materiais e terrenas, não vive para trabalhar e talvez nem trabalhe para viver: trabalha apenas por amor... Vive nas alturas da Agartha sagrada, é afeito às montanhas que roçam os céus como axis mundi.
por Luís A. W. Salvi, filósofo e escritor.

Para saber mais sobre a “Hierarquia dos Pássaros” (Maçonaria Cósmica), ver a obra “O Portal de Farohar”, Ed. Agartha.

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sábado, 20 de outubro de 2012

O Triplo-feminino na Iniciação (e o Grupo Ascensional)



Néftis, Hátor, Ísis;
Maria de Bethânia, Maria Madalena, Mãe Maria;
Tara Vermelha, Tara Verde, Tara Branca;
Morgana, Guenevere, Dama do Lago...

O feminino faz uma presença marcante na vida dos Iniciados, porque ele traz energias complementares a toda grande Missão ou a toda realização completa de vida.

E este feminino se apresenta de uma maneira tríplice, pois trinos são os planos psíquicos do ser humano, primeiramente em evolução, depois em iniciação e finalmente em ascensão. Trata-se dos planos segundo, quarto e sexto de consciência, relacionados respectivamente às energias do Emocional (“paixão”), da Intuição (“amor”) e da Identificação (“compaixão”).

Em “complemento” a isto, se poderia evocar uma tripla energia masculina, para representar os outros três planos (ou o primeiro, o terceiro e o quinto plano de consciência), e que se acha personificada através dos três Mestres com que um Iniciado deve poder contar no começo, na fase central e no final de sua jornada espiritual, tal como os três Reis Magos que se apresentaram ante Jesus (numa outra esfera, se trata do Cristo cósmico, do Adepto universal e do Instrutor pessoal).

Estas seis figuras consolidam na vida do Iniciado, aquilo que podemos chamar de “o Selo da Alma”, formando uma Estrela-de-Sabedoria de seis pontas que lhe servem de proteção universal (não pessoal, mas para atuar no Todo) e até como um “grupo ascencional” (Merkabah) providencial, em meio à qual o próprio Iniciado emerge como a Sétima Figura consagrada (especialmente em se tratando de um Bodhisatwa consumado).

Não obstante, existe também a Figura oculta do Senhor do Mundo por detrás de tudo isto, o Iniciador Único que representa o Sétimo Secreto neste contexto ascensional, e ante o qual todo o Iniciado é conduzido na Terceira Iniciação pelas mãos dos seus Dois Padrinhos de Iniciação, para receber o seu Batismo de Fogo e, através disto, conhecer as luzes da Iniciação Verdadeira...

Num certo sentido, aquilo que temos acima descrito, representa uma aproximação do Regulamento do Nagual descrito por Carlos Castañeda em “O Presente da Águia”, especialmente tendo em conta que cada Nagual inclui um grupo de dez membros (cinco homens e cinco mulheres, cada qual com seu papel específico), e que todo o grupo do Nagual anterior atua em uníssono para instruir o Nagual sucessor, sob a orientação no velho Nagual e, indiretamente, também os membros no novo grupo. Alguns mandalas orientais também fariam referência a estas realidades.

Para o Iniciado que vive os seus processos avançados, as “energias” femininas auxiliam a superar as crises maiores da iniciação, capazes que são de destruir virtualmente os seus veículos materiais, enquanto ele realiza os esforços para “ressurgir das cinzas” como a Fênix, com o precioso auxílio das energias femininas...

Assim, a energia da paixão auxilia a redespertar o seu vigor e a sua humanidade latente; a energia do amor redefine os seus rumos pessoais no sentido da unidade e de retorno; e a energia da compaixão restaura e remete à missão superior que se acha no seu destino abraçar.

Ísis e Néftis realizaram um reconhecido trabalho de cura e restauração ante o corpo desfacelado de Osíris. E as “Três Marias” permaneceram sempre junto a Jesus nos três anos (não três dias) que tardou entre a crucificação iniciática e a sua ascensão espiritual. Madalena foi a última a estar com o Mestre e o viu no seu ressurgir.

A menção recorrente que as Histórias sagradas fazem do papel do feminino nas epifanias, termina por representar uma concessão ante os mistérios que ocultam intencionalmente o surgimento dos seres divinos, elaborados pela dogmática das igrejas, e que comumente escondem e selecionam inúmeros dados da biografia histórica destes Seres. Então ele faz a sua presença constante, e pelo visto ninguém até hoje percebeu que foi apenas por Jesus entregar-se aos cuidados de Betânia (com suas unções), que fez Judas decidir-se (por avaro ou ciumento) finalmente por trair o Mestre (cf. Mt 26:9 ss). Contudo, é bem mais conhecida a rivalidade existente entre São Pedro e Maria Madalena, a qual era a grande líder da igreja popular do Cristo.

Todas estas presenças femininas oferecem experiências poderosas e transformadoras na vida de um Buda ou Bodhisatwa, ou seja: a energia vermelha da Tara instiga e desperta; a energia verde da Tara unifica e direciona; e a energia branca da Tara cura e sublima.

Por esta razão, um Iniciado poderia chegar a supor que qualquer uma delas seja a sua “alma-gêmea”, não fosse ter ele já consumado o contato com a sua verdadeira alma-gêmea, não deixando margem a dúvidas desta natureza.

Neste caso, a sua alma-gêmea estará representada pela energia central de AMOR, aquela relacionada ao chakra do coração (quarto plano, energia de “Intuição”, cor verde), personificada nas lendas pelas figuras de Hátor, Madalena, Tara Verde e Guenevere. É o mágico “caminho do meio” libertador, que se revela absoluto por reunir e sublimar os opostos cósmicos de céu e terra. E é ela que confere o mais importante de tudo, que é o estímulo central de ressurreição, ante as crises capitais da iniciação ou, a bem da verdade, da própria Iluminação...

Nos mitos, sempre existe algum parentesco entre estes seres, e até mesmo com o próprio Iniciado, mas se trata isto na verdade de uma afinidade vibratória, dentro dos campos de energias afins aos do Iniciado.

A partir de certo estágio de evolução, um Iniciado atrai apenas aquelas pessoas que são mais afins à sua própria vibração, uma vez que o arco de energias com que trabalha se estreita numa Unidade e se identifica com o Si Mesmo.

Tais energias podem ser astrologicamente identificadas, dentro de um espectro amplo de signos que regem a existência do Iniciado, sob diferentes zodíacos complementares.


Para maiores detalhes sobre este assunto, remetemos o estudante à nossa obra “Matriarcado & Nova Era”, LAWS, Ed. Agartha, AP.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

SANAT KUMARA



Trata-se da deidade de nossa Terra, durante esta Quarta Ronda, responsável pela autêntica evolução humana (homo homo ou homo sapiens sapiens). 

Sanat Kumara é uma figura real e pode ser contatado por todos os iniciados de terceiro grau, como sucedeu a H.P. Blavatsky. Tal como a Shambala etérica, Sanat Kumara pode ser “contatado” nos planos sutis, mais exatamente, no Plano Intuitivo desde meados do século XX, cf. Alice A. Bailey, por se tratar do plano de evolução da sexta raça-raiz que, segundo os maias-nahuas, começa em 2012. A forma de contatar a “Divina Presença” é através da meditação no coração realizada por grupos de meditantes, orientados na intenção de auxiliar a Humanidade, dentro de ambientes consagrados ao serviço das Hierarquias espirituais. 

Bailey esclarece, contudo, que este hierarca teria surgido durante a cadeia venusiana da Terra, e não do planeta Vênus como se chegou erroneamente a veicular, numa confusão entre astronomia e astrologia. Sanat Kumara, junto a seus Quatro Irmãos "venusianos", Sanaka, Sananda e Sanâtama, são re­gentes da presente ronda mun­dial e patronos de seus quatro ashrams raciais.

Uma das formas de afirmar a senda superior, tem sido sempre pela busca da visão e do conhecimento direto de Deus, pelo contato pessoal com ele, nem que seja apenas através de sua energia e por uma visão interior durante a meditação (portanto não-onírica), através dos dons espirituais oferecidos aos filhos daquela raça ou, antes, dos seus sábios mais proeminentes.

A Sociedade Teosófica começou a divulgar no Ocidente informações sobre a figura de Sanat Kumara. Segundo Helena P. Blavatsky, ele “é chamado variavelmente de o Vigilante Solitário, o Ancião dos Dias, o Maha-Guru, o Iniciador Único, e o Eterno Donzel de Dezesseis Anos - uma vez que seu nome significa ‘sempre jovem’. Este personagem exerce a função de Senhor do Mundo, líder supremo de toda a hierarquia espiritual invisível que rege, auxilia e sustenta o globo.” (A Doutrina Secreta, vol. II. pp. 100-101, Civilização Brasileira, SP)

De fato, o Rei do Mundo tem uma aparência jovem, mas não de adolescente, uma vez que ostenta até cabelos alvos. A designação “Kumara” (Virgem) pode ter distintas explicações, entre elas o fato de que Shambala apareceu sob o signo sideral assim denominado, que foi o signo de Virgo, sob o qual os Kumaras vieram à Terra.

A Visão de Deus é uma destas realidades que marca o caminho do discípulo e depois do iniciado, ou ainda mais -cabendo lembrar aqui do famoso evento coletivo que é o Festival de Wesak. Sem esta revelação, o buscador teria menos segurança da realidade da Presença divina, considerando também as correntes céticas e agnósticas existentes.
Os relatos sobre Sanat Kumara, andam a par com a tradição dos avatares (ver) de Vishnu, e pertence de certa forma a outra escola de pensamento. Aparentemente, haveria alguma contradição entre esta chegada relativamente recente do Rei do Mundo, e as linhagens de avatares que percorrem o Ano cósmico desde o começo da ronda, corrente esta que pode deter alguma tendência especulativa, já que trata das primeiras Encarnações apenas através de arquétipos astrológicos. Supõe-se que os avatares representam uma linhagem diretamente relacionada ao problema da humanidade, coisa que não obstante apenas principia com Sanat Kumara, o qual sequer está registrado nas linhagens de Vishnu. O mito dos Kumaras, se assemelha um pouco ao dos cinco Dhyani Budas do Budismo (o que não obstante deteria uma recorrência cósmica completa), pois SK teria chegado ao nosso mundo juntamente com seus quatro irmãos divinos. 
(Em “Glossário Holístico” e “Ascensão”, inéditos)

sábado, 8 de setembro de 2012

Princípios gerais da Cura Espiritual


Na sequência, apresentamos uma súmula de indicações do Método Farohar presentes na obra "A Cura Crística - os segredos das curas de Jesus", que poderão ser tomados como “Regras Gerais da Cura Espiritual”.*

1. Deus é a fonte de todo o Bem. Por isto, a rendição a Deus é a primeira e a mais poderosa medicina, pois representa a volta para a “casa do Pai”. E a harmonia da Criatura depende da harmonia da Criação, e de ambos entre si sob a vontade do Criador.
2. A Cura integral buscada pela Tradição, vê a Vida na sua unidade.
3. A Medicina Total contempla a integridade humana em termos de corpo, alma e espírito, havendo tratamentos especializados para cada uma destas esferas.
4. O bom curador espiritual é alguém laureado na escola da cura natural -ou que esta ao menos se encontra na base da sua formação, dentro de uma natural “cosmologia” iniciática de dons. Estamos falando, pois, de uma sequência de iniciações regulares, um treinamento metódico através do controle dos sucessivos planos de consciência: físico-etérico, emocional, mental e intuitivo, de modo a preencher a integridade da capacitação humana.
5. O poder da sugestão e da auto-sugestão é inegável na Medicina. E nisto, toda a a cura espiritual termina sendo também uma espécie de auto-cura.
6. A potência da cura depende da potência do curador.
7. Um paciente deve desejar ser curado. E ele deve estar disposto a mudar o seu modo de vida.
8. A medicina conduz à espiritualidade, e a espiritualidade conduz à medicina. O espírito será o grande objeto e veículo de cura e de iniciação, o que dá ainda mais valor à busca do conhecimento e da iniciação como método de cura integrada, tal como se apresenta na súmula da Grande Medicina: Illumina animam occulte, ou seja, “ilumina a tua alma ocultamente”, presente no acróstico IAO.
9. A fixação da consciência em planos superiores é fundamental na obtenção da cura e do poder curador. Por isto, o operador da Cura Plena pode usar a seguinte sentença como norma permanente: “Todo o amor, paz e cura vem de Deus.”
10. O contato com a Natureza será estimulado como um fator terapêutico primordial, na medida em que trata-se de fato do restabelecimento ou da manutenção das raízes telúricas do homem.
11. O pensamento positivo é capaz de realinhar as nossas energias com suas fontes divinas, conectando-nos a novas fontes de energias.
12. Quando a virtude é alcançada (no coração), o Universo dá uma resposta de cura e iluminação, porque se terá alcançado o seu próprio âmago, naquele ponto cósmico em que “o Pai tem a vida em si mesmo”.
13. A motivação e a energia, assim como a consciência, são não apenas a base da existência, como também de toda a cura.
14. Embora a saúde plena seja sempre desejável, muitas vezes a doença vem como parte do aprendizado da vida para que possamos dar um passo além.
15. A empatia e a compaixão abrem os canais da vidência do curador. Os bons médicos e os centros de curas sérios, recebem a contínua assistência de anjos e de seres espirituais especialmente voltados para cura.
16. As mãos auxiliam na geração da energia e simbolizam especialmente as forças mentais. As mãos são potencializadores de energias, direcionam e dão “materialidade” às emanações. São os principais instrumentos de transmissão energética do nosso corpo.
17. A cura outorgada nem sempre será completa, ela pode ser apenas uma auxílio providencial para que a pessoa possa seguir caminhando e prosseguir na sua auto-cura e dar continuidade aos seus afazeres.
18. A moral é a cura da consciência, mas para isto é preciso ter valores.
19. Vale lembrar a unidade entre cura e iniciação, de modo que aquele que se esforça na cura alheia está avançando na própria cura e espiritualização.
20. A saúde integral será o resultado de uma educação integral. A saúde deve ser aproveitada para realizar os esforços necessários em todos os planos.Seguramente a cura espiritual demanda a integridade do Ser, pois de outra forma não se poderá transmitir uma cura plena.
21. Magnetismo e Irradiação, VAU e IOD, ou Amor e Vontade, atuam de forma coordenada para promovera cura. Se a Consciência crística é uma manifestação do amor (VAU, Hierarquia, Alma), a Luz crística é uma expressão da vontade
22. O processo de cura poderá não se de todo indolor. Tal como se fala do famoso “remédio amargo”, ou como a cura de nossos traumas psíquicos passa por reviver ou conscientizar os momentos traumatizantes para trazer a cura, o órgão poderá estar se recuperando e redespertando para a vida.
23. A cura espiritual demanda a integridade do Ser, pois de outra forma não se poderá transmitir uma cura plena.
24. Por maior que seja o poder de um curador, ele sempre será limitado, demandando para haver uma forte egrégora de cura, a ação conjunta de um grupo coeso e decidido a servir.
25. Os templos deverão ter a sua forma arredondada porque esta é a forma como a energia se organiza, haja visto a forma como as coisas acontecem no cosmos: planetas, sistemas e galáxias.
26. Melhor que tudo possa permanecer ao nível do pensamento ou da imaginação, para poder usar aqui a classificação de “Medicina Espiritual”. Os efeitos mecânicos são apenas estéticos e simbólicos, mas nada impede que acompanhem um trabalho espiritual realizado por um profissional, e vice-versa; na medida em que a representação estética possa ajudar a conscientização dos procedimentos da cura.
27. Quando afirmamos que “a energia que realmente cura é a do amor”, tal coisa apresenta profundos conteúdos técnicos. A possibilidade da cura espiritual reside, sobretudo, na consciência do próprio indivíduo, especialmente do próprio curador -e “consciência” é um elemento relacionado ao Amor. Todos os poderes ocultos, saudáveis e legitimamente estabelecidos, estão baseados na impessoalidade e no amor.
28. O grande segredo da saúde e da felicidade é a harmonia ou o equilíbrio.
29. O grande curador, é aquele que desenvolveu uma perfeita empatia com o seu paciente.
30. Tal como antigamente se falava da Escola de Iniciação, doravante se falará da Escola de Iluminação ou de Ressurreição.
31. O princípio de toda a cura espiritual reside na auto-cura e na iniciação. A medicina do futuro pesquisará e fomentará cada vez mais a auto-cura, com resultados muito mais amplos e satisfatórios do que os alcançados pela prática médica atual. De fato, quase tudo que se faz hoje em dia será visto amanhã -numa época de conhecimentos verdadeiros- apenas como novas formas de curandeirismo. O médico do futuro será bem mais um professor e um conselheiro do que propriamente um curador físico.
32. Cada um deve sentir onde alcança melhor sentir-se um “veículo” para tais forças místicas, sagradas, ocultas ou divinas - porque na prática aquilo que realmente importa na cura é este alinhamento preciso e fluente com as energias superiores.
33. O curador iniciado deve estar atento para a necessidade da reconstituição, liberação e aprimoramento da sua própria rede de energias. Isto é feito de início pela contenção e pela doação, seguidas pela iniciação e pela iluminação.
34. Você não pode ser um curador espiritual, enquanto não se tornar um “caminhante do céu” -uma alma passando por uma experiência temporal, e não um corpo passando por uma experiência espiritual. Em outras palavras, o chakra cardíaco deve estar fluentemente desperto.
35. O planeta entrará num período crítico onde a Ciência da Cura passará a ter um significado todo especial.
36. O ato de cura é um gesto mágico, lembrando que se trata aqui também das duas etapas da operação mágica, dotada de investidura e de imantação.
37. No ato da cura (e sempre mais que for possível) sinta-se um veículo para a Presença (de Deus), e veja a cura como um gesto de salvação de uma alma, especialmente se o paciente aceitar se abrir para a idéia da “conversão” ou da mudança de hábitos. Naturalmente, tal coisa também é válida para a auto-cura.
38. O sistema da cura espiritual empreende uma espécie de alquimia inversa, pela captação de energia cósmica ou divina pura, requalificada na esfera do coração, para se transformar por fim em energia acessível à humanidade.
39. O resultado direto final de tudo isto será, ao menos, a cura da própria condição existencial, a capacitação para transcender a morte que é a nossa grande enfermidade endêmica como espécie -além de tudo aquilo que pode acarretar no mundo circundante esta conquista “individual”. De pouco adianta poder curar e salvar o corpo físico se ele está mesmo condenado no tempo. Já a certeza da redenção da consciência, de experiência própria e para além de uma fé em terceiros, é a grande garantia que podemos esperar.
40. O processo completo da cura deve se dar no infinito e na eternidade, ou no espaço e no tempo ilimitados.
41. Para a prática idônea da cura espiritual, é preciso haver vocação sincera, através de um chamamento interno definido, com conversão, consagração, votos e tudo o mais que seja de praxe. Participar ou haver participado de uma ordem de boa linhagem, assim como de um ashram ou monastério, também são importantes.
42. A síntese da Medicina espiritual reúne três Princípios diretamente associados ao Logos denominados Hipóstases, a saber: som, amor e luz. Relacionam-se especificamente ao Corpo, à Alma e ao Espírito, respectivamente, que são os objetos e os veículos da Medicina Universal Trina. A cura é alcançada através de suave mas decidida imantação (amor), irradiação (visualização) e vibração (som) conjugados. Somente através do expediente desta Medicina Trina se alcança a maravilha benção da cura espiritual.
43. O uso destas três Hipóstases divinas na cura, será a essência da Medicina do futuro e abrangerá seguramente todas as dimensões da existência terrena.
44. A questão é que a Medicina espiritual não se destina a curar apenas o “espírito”, muito embora ela demande certa evolução e boa vontade daqueles que almejam a cura dos seus veículos mais densos.

* “Os 44 Princípios da Cura Sagrada”: o valor 44 é simbólico e sinaliza a consumação da evolução humana, através da iluminação, por exemplo. Ver mais a este respeito em nossa obra “2012 - O Despertar da Terra”.

Leia também
A Ciência da Cura segundo os Grandes Mestres
O Reike mântrico grupal e Merkabah
A Cura Crística


Assista o vídeo
A Cura Espiritual – as Chaves Sagradas da Tradição Perene

Luís A. W. Salvi é autor polígrafo com cerca de 150 obras, e na última década vem se dedicando especialmente à organização da "Sociologia do Novo Mundo" voltada para a construção sócio-cultural das Américas.

Contatos: webersalvi@yahoo.com.br 
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